Em Convenção Nacional da sigla Bernardi pede clareza sobre denúncias do MPF


                  O Partido Progressista (PP) realizou nesta quinta-feira, em Brasília, convenção nacional que reconduziu o senador Ciro Nogueira (PI) à presidência da sigla. O senador assume novo mandato à frente do partido com o desafio de reafirmar que o PP possui uma força política imprescindível para a governabilidade do país, num período em que a instituição sofre ataques.  

                  Em discurso o presidente do PP/RS Celso Bernardi recordou as manifestações e as posições defendidas pelo PP Gaúcho, nas duas últimas Convenções Nacionais, respectivamente em junho de 2014 e em abril de 2015. Na primeira, Bernardi destacou a resistência do PP/RS para que o Partido, em nível nacional, ficasse neutro - numa posição de independência- em relação a eleição presidencial de 2014 não apoiando nenhuma das candidaturas em confronto entre Dilma Rousseff e Aécio Neves. Na ocasião o PP Gaúcho foi derrotado por uma decisão confusa e arbitrária do Comando Nacional.

                  Segundo Bernardi, a deliberação feita na Convenção de 2014 trouxe consequências negativas para a imagem da instituição e para o Brasil. Também reconheceu a democracia interna e o protagonismo dos dirigentes nacionais em alterar os rumos do PP, desembarcando do oportunismo eleitoral de 2014, sendo favorável ao Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

                   Bernardi destacou a proposta feita pelo PP/RS na Convenção Nacional de abril de 2015 (eleição do diretório e da executiva), em encaminhar a Comissão de Ética, os nomes de denunciados na Operação Lava Jato, para fins de análise e opinião da mesma. Na ocasião a proposta foi rejeitada por ampla maioria e sobre muitos protestos.

                  O presidente do PP Gaúcho pediu novamente uma análise clara e profunda do Partido sobre a Lava Jato, principalmente, no que diz respeito a denuncia do Ministério Público Federal, ocorrida no último dia 30 de março de 2017, que julga, salvo melhor juízo, no mínimo, curiosa e desproporcional.

                  Celso Bernardi reivindicou novamente em nome do PP Gaúcho as outras propostas feitas pelo PP/RS na Convenção Nacional de 2015 e que continuam sem implementação pela Comissão Executiva Nacional.

                  Entre elas a criação de um Fórum dos Presidentes, composto por 27 Presidentes Estaduais (APROVADA hoje na CONVENÇÃO) para avaliar questões importantes da vida partidária e política. Bem como critérios de apoio às eleições Gerais e Municipais, a designação de uma Comissão para promover um amplo debate visando uma reforma estatutária, no que diz respeito à doutrina e as necessárias adaptações da nova legislação eleitoral/partidária e a Transparência na distribuição do Fundo Partidário aos Estados.

                  O PP/RS entende que deveriam ser cumpridos rigorosamente o artigo 120 do Estatuto e o peso do número de Deputados Federais. Isto requer que a Comissão Executiva Nacional demonstre como está sendo feito o repasse mensal, levando-se em conta o tamanho e a organização do Partido em cada Estado.

                  Por outro lado, requer-se a mesma transparência e o estabelecimento de critérios para distribuição de recursos do Fundo Partidário e de outras receitas para financiamento das eleições de 2018.

 

                      Por fim, manifestou a opinião do PP Gaúcho sobre os temas:

1º) Posição favorável a Lava Jato, com responsabilização de todos os que cometeram desvio de conduta ética e desvio de recursos públicos. Não temos corruptos de estimação. Não temos compromisso com o erro. Com a mesma régua que medimos os outros, devemos medir os nossos.

2º) Apoio ao Projeto de Lei de iniciativa da Popular que estabelece medidas  contra corrupção, crimes contra o patrimônio público e combate ao enriquecimento ilícito de agentes públicos (Projeto de Lei nº 4850/2016 - em andamento Câmara/Senado)

3º) Favorável ao fim do Foro Privilegiado (acompanhamos a posição da Senadora Ana Amélia).

4º) Cautela na votação do Projeto de Lei que trata do Abuso de Autoridade... para que não se corra o risco de impedir a atuação livre e democrática dos agentes públicos (Polícia), do Ministério Público e do Poder Judiciário abrindo brecha para frear o normal andamento da Lava Jato. (acompanhamos a posição da Senadora Ana Amélia).

5º) Posição favorável, a Reforma Política, principalmente, no que diz respeito ao fim das coligações proporcionais, cláusula de desempenho, voto distrital misto, etc. O Partido Progressista Gaúcho é contrário ao VOTO EM LISTA.